Aparecida começa flexibilização do comércio com rodízio

 

Shoppings e galerias voltam a reabrir a partir desta quinta-feira (4) em Aparecida de Goiânia, conforme anunciou o prefeito da cidade, Gustavo Mendanha (MDB). Ele quer também permitir, “nos próximos dias”, o retorno do público aos restaurantes, o que está proibido por conta da pandemia de coronavírus. Porém, afirma que haverá regras específicas e rodízio por região a partir da semana que vem.

Um escalonamento será anunciado amanhã e seguirá a divisão da cidade em dez macrorregiões definidas pelo Plano Diretor – Jardim Alto Paraíso, Vila Brasília, Buriti Sereno, Expansul, Papillon Park, Santa Luzia, Zona da Mata, Centro, Cidade Livre e Garavelo. De segunda a sexta-feira, duas dessas áreas ficarão fechadas a cada dia. “Os shoppings entram neste escalonamento e, a princípio, só ficam de fora as indústrias que ofertarem transporte aos seus trabalhadores.”

O fechamento inclui todo o comércio, inclusive farmácias e supermercados. Aos sábados, não haverá rodízio e todas as empresas poderão abrir. “É uma medida mais amarga, mas é para não crescer a doença”, pontua o prefeito ao citar que tem como base análise técnica. Questionado sobre o deslocamento entre regiões, ele defende que a administração municipal vai “tentar fazer com que as pessoas entendam e se programem para não sair de uma para outra”.

A intenção é conseguir ampliar o isolamento social, mesmo com a reabertura do comércio – que teve início no fim de abril no município com retorno de 82% das atividades econômicas. Segundo o secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, o objetivo é passar da taxa atual de 36% para 50%. Já o índice de ocupação de leitos para tratamento de Covid-19, que estava até ontem em 25%, também é um indicador para os próximos passos. Se chegar a 70%, a Prefeitura acredita que seria preciso fechar o comércio como ocorreu em março.

Reabertura

A Prefeitura de Aparecida afirma que, para controle da Covid-19, vai aumentar o número de servidores que atuam na fiscalização do comércio de 500 para 800. Reabertura de mais segmentos considerados não essenciais é entendida como viável pelo prefeito com ações de conscientização da população.

O retorno dos shoppings era para ter sido no mês passado e só foi freado porque o governador Ronaldo Caiado (DEM), como relata Mendanha, teria ligado para pedir reflexão sobre o momento. “Agora, como Goiânia está retomando, podemos retomar”, diz.

Só que pela Prefeitura de Goiânia – apesar das negociações com setor empresarial para um retorno dos shoppings no dia 6 de junho – nada está definido. Não há data para a reabertura. Tudo depende ainda de reuniões nesta semana e das análises do cenário epidemiológico, que indicam que uma definição pode demorar mais 15 dias.

No caso de Aparecida, para os shoppings o horário de funcionamento será das 12 às 20 horas. Os restaurantes das praças de alimentação só poderão funcionar para delivery (até às 22 horas) e drive thru. O acesso dos clientes deverá ser controlado e restrito a apenas 50% da capacidade. Para ter ideia, o Buriti Shopping recebia antes da pandemia em média 1 milhão de visitantes por mês, o que seria 5,5 mil por hora. O que teria de passar para 2,7 mil pessoas.

Apesar de ser um grupo grande em espaço climatizado, a Prefeitura explica que, além de medidas no protocolo como limpeza reforçada e uso de álcool em gel e máscaras, haverá a medição da temperatura dos clientes na entrada e estão proibidos de funcionar os cinemas e espaços de entretenimento. E os lojistas precisarão seguir as mesmas regras de flexibilização dos estabelecimentos comerciais de rua, como a assinatura do Termo de Compromisso no site Retomada Responsável.

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