Comércio já sente reflexo positivo após saques do FGTS


Com dinheiro na mão, o consumidor voltou a pagar as dívidas e a gastar. Esse reflexo positivo o comércio já começou a sentir após o início da liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O crescimento nas vendas em Goiás chegou a atingir até 30% em alguns dos casos, especialmente nas redes e lojas de maior porte. Mas, no geral, ao menos nesta primeira semana, relatos são de que a grande procura é para quitar os débitos.

De acordo com a Caixa Econômica, dos nascidos em janeiro e fevereiro, 178 mil trabalhadores no Estado possuem direito de realizar o saque nesta primeira fase do calendário, que começou no último dia 10. Para aproveitar o dinheiro que entrará em circulação, os comerciantes têm ampliado ofertas com descontos mais atrativos, especialmente para pagamentos à vista, e a renegociação das dívidas foi facilitada. O foco das campanhas é único, o FGTS.

Para fisgá-lo, as estratégias são diversas. A Novo Mundo, por exemplo, investiu em comunicação e cartazes nas lojas próximas aos bancos sugerem usos para o “dinheiro extra”. “Estamos com descontos reais que o mercado só vê em momentos como a Black Friday. Sabemos que o cliente quer valorizar o dinheiro dele e não comprar por comprar”, pontua o gerente de marketing da rede de varejo, Félix Ferreira Sousa Neto. A empresa ainda oferece serviço de orientação para o cliente que quer consultar o saldo do FGTS.

Além de atingir as metas em período do mês em que as vendas tendem a ter baixa, segundo o gerente, há crescimento de 6% desde o dia 10 em relação ao início de março e maior procura para quitar os carnês em aberto. Já a venda em dinheiro dobrou no Fujioka, que registrou crescimento de 30% em relação ao mês anterior, segundo o diretor comercial, Carlos Alberto Yoshida. Com isso, afirma que será possível até voltar a contratar.

Melhor do ano

Na Flávios Calçado, o último sábado foi o melhor do ano. Na onda dos primeiros saques, o crescimento foi de 11,5%. Promoções incentivaram as vendas e a comunicação direta com clientes que potencialmente têm o direito ao recurso do FGTS, a reabilitação do crédito.

“Há mais ligações e o cliente está vindo até a loja, tem buscado uma negociação”, relata a sócia-proprietária da Kazzu Azze, Roberta Santana Gordo.

“Em termos de venda, para a maioria ainda está um mês normal, mas a negociação dos débitos é sinal muito positivo”, diz a diretora do Sindilojas-GO, Margareth Sarmento. Segundo ela, o impacto virá aos poucos. “Primeiro, o consumidor limpa o nome, depois voltar a comprar.” 

 

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