Laurita Vaz: Goiana faz história no STJ

 

É filha de Anicuns, cidade a 80 quilômetros de Goiânia. Em sua carreira, trilha caminhos em busca de menos desigualdades e contra a violação de direitos. A ministra Laurita Hilário Vaz tem 67 anos e será a primeira mulher a presidir o Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável por uniformizar a interpretação da Constituição Federal em todo o País. Ela iniciará em setembro o comando de uma das principais instituições do Judiciário brasileiro, para o biênio 2016-2018.

 

Eleita, na última quarta-feira, por aclamação, Laurita assumirá a presidência por causa da desistência da ministra Nancy Andrighi, atual corregedora nacional de Justiça e que poderia não ser eleita por causa de desgastes internos, apesar de ser a primeira na linha sucessória por longevidade. Com o abandono da disputa por Nancy e a escolha da ministra goiana, o STJ terá como vice-presidente o ministro Humberto Martins.

 

Laurita carrega uma história de dedicação ao Direito que já completa 40 anos, desde que se formou, em 1976, pela então Universidade Católica de Goiás (UCG). Com forte atuação na área criminal, é respeitada nas Cortes e tem bom relacionamento com os demais atores do Judiciário. Ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e corregedora-geral de Justiça Eleitoral, ela é grande defensora da Lei da Ficha Limpa e iniciará sua gestão no STJ um mês antes das eleições municipais em todo o País, encarando mais um “desafio” da vida.

 

A goiana, que, em 2001, também se tornou a primeira mulher oriunda do Ministério Público a integrar o STJ, carrega em si a importância da representatividade feminina nas estruturas de poder do Estado brasileiro. Ascende ao posto depois de o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) levantar polêmica com a extinção do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e não nomear nenhuma mulher para o primeiro escalão de governo.

 

Além de representatividade, a ministra retrata a necessidade de juízes serem mais próximos da população. Ela foi relatora do primeiro processo de federalização de investigação autorizado pelo STJ. Para atuar no caso, conhecido incidente de deslocamento de competência (IDC) nº 2, Laurita ouviu familiares do advogado Manoel Mattos, assassinado, e o Conselho Nacional de Direitos Humanos. Com isso, colaborou para levar à condenação dois dos cinco acusados do homicídio, em júri popular no Recife (PE), no ano passado.

 

Laurita também já se envolveu em polêmicas. Uma das principais delas diz respeito à atuação de seus filhos Sérgio Marcus Hilário Vaz e Paulo Sérgio Hilário Vaz no STJ. O site da corte mostra que, desde 2004, os dois atuaram em mais de 20 processos julgados por colegiados do qual Laurita faz parte. Mas ela se declarou impedida em todos eles.

 

Fonte: O Popular

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