Após reunião, representantes dos trabalhadores vão apresentar nova minuta ao setor patronal em busca de avanço nas negociações
Os sindicatos que representam os trabalhadores do comércio em Goiás, entre eles o Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (SECEG), retomaram na última quinta-feira (27) as negociações com o Sindicato do Comércio Varejista de Veículos, Peças e Acessórios para Veículos do Estado de Goiás (Sincodive) para a construção da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
A reunião contou com a participação do presidente da FETRACOM GO/TO e do SECEG, Eduardo Amorim, ao lado dos demais presidentes dos sindicatos laborais do Estado. Pelo setor patronal, participaram o presidente do Sincodive, Sérgio Maia, e diretores da entidade.
As entidades já vêm mantendo tratativas para a renovação da Convenção Coletiva. No entanto, propostas apresentadas anteriormente pelos sindicatos dos trabalhadores não foram aceitas pelo setor patronal, mantendo em aberto alguns pontos da negociação.
Durante o encontro, os representantes das duas partes discutiram os principais itens que ainda precisam de consenso. Entre as questões debatidas estão reivindicações que, segundo o setor empresarial, podem elevar os custos das empresas e impactar a folha de pagamento. Para os sindicatos dos trabalhadores, por outro lado, os pontos defendidos fazem parte das reivindicações da categoria e representam avanços necessários nas condições de trabalho e na proteção dos direitos dos comerciários.
Como encaminhamento da reunião, os representantes dos trabalhadores se comprometeram a elaborar uma nova minuta, que será apresentada ao Sincodive para análise e continuidade das negociações em uma próxima rodada.
A proposta é buscar uma alternativa que permita superar os pontos de divergência e avançar para a conclusão da nova CCT. A Convenção Coletiva anterior está vencida desde abril de 2026, o que reforça a necessidade de que as entidades avancem nas tratativas para definir as novas condições que irão reger as relações de trabalho.
Para Eduardo Amorim, a disposição para o diálogo permanece, mas a defesa dos interesses dos trabalhadores continua sendo prioridade nas negociações.
“O trabalhador quer a sua convenção coletiva e nós também queremos concluir essa negociação. Já apresentamos propostas que não foram aceitas e, diante das discussões de hoje, o laboral vai construir uma nova minuta. Vamos continuar negociando, buscando o entendimento, mas sempre defendendo aquilo que é importante para os comerciários”, afirmou.
A expectativa das entidades laborais é que a apresentação da nova minuta permita a retomada das discussões e contribua para o avanço das negociações nas próximas reuniões.




