Comissionados: Entidades criticam Assembleia

Comissionados: Entidades criticam Assembleia

Decisão da Casa de ampliar a verba e o número de contratações políticas repercute mal entre representantes classistas

 

“Entenderia se tivesse transparência e aumento de produtividade, mas a população não tem retorno”, Eduardo Amorim, Seceg


A decisão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de aumentar a verba de gabinete para contratação de comissionados é amplamente criticada por líderes de entidades de classes goianas. Em comum, as críticas ao momento inoportuno para esse tipo de medida e o entendimento de que os deputados deveriam trabalhar como o mercado privado – reduzindo custos e elevando a produtividade. A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), inclusive, discute realizar uma mobilização para expor o grau de indignação com o poder legislativo.

 

A medida, que entrou em vigor este mês, eleva de R$ 69 mil para R$ 75 mil o recurso que cada parlamentar poderá usar para contratar servidores comissionados e altera de 35 para 38 o limite de servidores por gabinete. Essa reestruturação deve elevar em 10% o número de comissionados da Casa.

 

O vice-presidente da Fieg, Antônio Almeida, classificou a iniciativa como um desrespeito. “É um abuso. É graças à sociedade que eles estão nos cargos para que foram eleitos. Falta um respeito maior desses representantes, por causa do desemprego e da situação da nossa economia. Em um momento como esse vêm nossos parlamentares e votam a favor de si”, disse.

 

Segundo ele, o setor produtivo é contra o aumento de cargos e verbas e vai se mobilizar. “Não aguentamos mais pagar altos salários para os integrantes dos nossos poderes. Estamos fazendo uma discussão interna sobre essa mobilização. E digo aos nossos parlamentares que Goiás precisa ser diferente. Temos que ser diferentes na forma de agir de outros estados e do País”, desabafa Antônio Almeida. 

 

O presidente da Adial Goiás, César Helou, afirma que desconhece a realidade da Casa, mas, ainda assim, entende que ela deveria fazer sua parte. “Não é momento de aumentar cargo e, recentemente, veio a notícia de concurso. Eles precisam dar exemplo. Isso, aliás, é o que a própria sociedade está fazendo”, afirma. 

 

Para os líderes classistas, há um descolamento entre as ações dos poder público goiano e o dia a dia das classes empresariais e trabalhadoras. “Se fosse uma empresa, estariam preocupados em aumentar a produtividade e não em elevar a despesa. Quem paga isso é o eleitor. Não há lógica alguma que explique essa tomada de decisão”, critica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Goiás (Sindilojas), José Carlos Palma.

 

Para o presidente da Assembleia, José Vitti, optar pela contratação de comissionados se deve ao custo do concursado, conforme ele, três vezes maior. 

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