Lojistas da 44 dominam feira goiana em Brasília


O goiano Eurípedes Aquino Ferreira, 45, confecciona e comercializa roupas há 22 anos. Ele possui pontos de vendas na região da Rua 44, em Goiânia, e duas vezes por semana negocia vestidos, saias, blusas, macacões, dentre outras peças femininas, na Feira dos Goianos, em Taguatinga, no Distrito Federal.

 

O Estado de Goiás é referência na produção e comércio de moda no Brasil. As confecções e as lojas em geral desenvolveram seu espaço no cenário goiano e em outras regiões do País. A Feira dos Goianos conta com 15 anos de consolidação e dos 10 mil feirantes presentes, 70% são de Goiânia e donos de lojas na 44.

 

De acordo com a assessoria da Feira dos Goianos, ela é realizada nas segundas e terças-feiras de toda semana e movimenta R$ 400 milhões mensais, além de empregar direta e indiretamente 20 mil pessoas. “Os goianos ajudam a movimentar a economia local, pois geram recursos para a cidade. O polo industrial de confecções gira em torno da Feira dos Goianos”, disse a assessoria em nota.

Eurípedes afirma que essa foi uma oportunidade encontrada de apresentar os produtos fabricados para demais polos comerciais fora de Goiás. “Participo da feira há mais de 12 anos e comercializo tudo que é produzido. Assim como acontece em Goiânia, aqui o pessoal também compra bastante, o que me permite faturar R$ 5 mil por semana.”


Destaques


Segundo o superintendente do Mega Moda Shopping e diretor de comunicação da Associação dos Comerciantes da 44, Chrystiano Camara, há 8 mil pontos comerciais na região da 44. Destes, a estimativa é de que 15% estão presentes na Feira dos Goianos.

“São pessoas arrojadas, que possuem disponibilidade de pegar a produção, colocar no carro e se deslocar para outra cidade. Comerciantes que querem vender mais e acabam montando filiais, agregando valor aos produtos.”

 

Para Chrystiano, a participação dos goianos no evento já consolidado destaca o Estado, que já é visto como um local que produz a melhor moda do País, tanto em qualidade como em diversificação dos produtos. “O que se compra na 44 essa semana, por exemplo, não é encontrado na próxima. Os modelos são criativos, únicos e não ditados pelas tendências”, argumenta.

Alternativa

 

A comerciante Sônia Rosângela Nunes atua na 44 e participa da Feira dos Goianos há seis anos. Ela diz que o ponto de vendas em Taguatinga é essencial para a reposição de produtos e queima de estoque. Ela vende shorts e shorts saias de vários modelos e fatura R$ 2,5 mil por semana, mas afirma que o cenário já foi melhor.

 

“Já houve época de faturar mais de R$ 5 mil. Mesmo assim, diante de todos os fatores da crise atual é um cenário positivo. Na Feira dos Goianos consigo fazer um rodízio dos produtos que não são vendidos em Goiânia, o que permite renovar os estoques e trocar a coleção. E dessa forma apresentar toda semana novidades aos clientes”, diz Sônia.

 

Fonte: O Popular

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